quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

ELE É MINHA UTOPIA

"... e nos predestinou para sermos conformes à imagem de seu filho..."

É lugar comum a afirmação de que Jesus era é uma pessoa ímpar. Não é à toa que no ocidente a história da humanidade se divide em antes e depois dEle. Independente da fé que se professe ou até mesmo no caso da ausência dela (se é que isso de fato existe), Jesus não pode ser ignorado.

Um Filósofo ateu, existencialista chamado Umberto Ecco disse que mesmo que Jesus não tenha existido, já temos uma dívida de gratidão com ele. Pois só pelo fato de existirem um grupo de seres humanos capazes de inventar um personagem tão extraordinário, já seria suficiente para que tivéssemos esperança na humanidade.


Enfim, que Jesus é singular, disso ninguém duvida. O que varia é a razão pelo qual ele é tão “outstanding” assim.

Se perguntássemos a cada um, tenho certeza que as respostas seriam bem diversificadas. Porque Ele é o Filho de Deus, porque morreu na cruz, porque venceu a morte, porque faz milagres... a lista seria interminável. Como faço parte dessa legião de fãs assumidos e declarados, também quero dar a minha resposta.

Dentre as MUITAS coisas que pra mim fazem de Jesus uma pessoa ímpar é o seu renitente, atencioso e cuidadoso amor dispensado a uma única pessoa. Isso mesmo, parece estranho mas isso é uma das coisas que mais admiro nEle.

A despeito de sua grandiosidade (Ele ressuscitou mortos, curou cegos, leprosos, expulsou demônios, acalmou tempestades, estava sempre cercado de uma multidão de pessoas querendo lhe tocar, ouvir, ver) Ele encontrava tempo para se dedicar e cuidar, individualmente das pessoas. Isso é ser verdadeiramente apaixonado por gente.

Foi assim com a mulher Samaritana, o cego de Jericó, o ladrão da cruz, o endemoninhado gadareno. Ele se interessou por Pedro e seu coração dilacerado pela culpa, por Tomé e sua dúvida honesta, Por Natanael quando estava debaixo da figueira e muitos outros.

Se pararmos para pensar, os maiores sermões de Jesus foram dados a uma única pessoa. Ele tinha tempo em sua agenda para gastar com os dramas individuais de cada um e é isso, essa paixão pelo ser humano que faz dele uma pessoa diferenciada. Tão diferenciada que é capaz de provocar um sentimento de gratidão e adoração tão extravagante que chega a incomodar aos demais.

Foi isso que aconteceu com Maria e o vaso de alabastro. A gratidão dela por Jesus se traduziu numa adoração tão extravagante que extrapolou da capacidade de compreensão daqueles só o observavam mas não foram tocados como ela. O cheiro daquela adoração era tão denso, tão penetrante, tão inebriante que indignou a quem não entendia.

É isso que esse amor faz. Se preocupa, cuida, trata, está atento aos mínimos detalhes e é essa a razão de obter como resposta uma entrega tão avassaladora. As paredes daquela casa não eram suficientes para conter a paixão de Maria, tanto que 2000 anos depois estamos nós aqui falando dela.

Jesus me ensina com isso que nunca é perda de tempo se interessar pelos dramas individuais das pessoas. Gastar tempo com o que sofre, o desvalido, o marginal, o desprezado, o não querido não é “perda de tempo”.

Agradeço ao Senhor porque somente um Deus que amasse tanto assim o ser humano seria capaz de se interessar pelos meus dilemas. Ante a fome, dor, miséria,corrupção, abusos, violências que grassam por todo mundo, Ele tem tempo para se interessar pelas minhas questões que podem ser, se comparadas dos outros bilhões de pessoas que estão no planeta terra, ate mesmo ridículos, mais pra mim, são grandes demais.

Peço a Deus que me ajude a me tornar cada vez mais parecido com Jesus. Que não me deixe endurecer o coração ao que necessita de atenção, pois do mesmo jeito que ele se preocupa e cuida de mim, eu preciso, se quero ser semelhante a Ele, me preocupar e cuidar dos outros.

O que Ele é pra mim? Jesus é minha utopia existencial.

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