segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

IMPÉRIO X REINO

“ Ele vos transportou do império das trevas para o Reino do Filho do seu amor...”





Um onda de revoltas populares vem ganhando corpo ao redor do mundo, mais especificamente no oriente médio, e ocupado boa parte dos noticiários internacionais.

Indignada com os abusos perpetrados por um governo ditatorial que pretendia se perpetuar no poder, a população de Tunísia, Egito, Bahrein, Líbia, Sudão, Iêmen está indo às ruas em franco protesto aos seus líderes exigindo sua deposição imediata e o estabelecimento de um governo democrático e justo.

O que isso tem a ver com o título e versículo que estão no caput destes post?

Por muitos anos eu li esse versículo enfatizando a saída das trevas para a luz, ou sendo mais literal, para o amor de Deus. Não que esteja errada, mas tenho visto que se trata de uma leitura incompleta. Chamo a atenção para 2 termos que aparecem texto: Império X Reino.

Todos os homens que não tiveram a experiência do novo nascimento, estão vinculados e subjugados pelo império das trevas cujo soberano, a saber lúcifer, dita as regras com mão de ferro.

Não preciso descrever a característica desse ser. Uma vez que a Bíblia diz que ele veio para roubar, matar e destruir já dá pra se ter uma idéia de que tipo de sentimentos rondam seu coração perverso.

Porém, como havia dito, minha intenção é traçar um paralelo entre império e reino. Basicamente, ambos possuem o mesmo sistema de governo constituído por um soberano no topo da pirâmide e os súditos na base. A diferença está na extensão e no alicerce destes.

Enquanto um Reino nasce de um direito, legítimo e outorgado, um império é conquistado com força, violência e subjugação.

Um império surge do desejo desenfreado de um líder em se alçar o dominador não só de seu território, mas de todos os territórios. É a expressão do desejo de ser o que dá as cartas, o que manda, o que está acima de todos.

Um império é uma projeção de um ego super-inflado e que não mede esforços para ser satisfeito.

Em geral um império desrespeita vontades, gostos, sentimentos, se utiliza da força bruta e da violência e esconde, na pessoa de seu imperador, o mais vil e desprezível sentimento que um coração pode abrigar: Ser igual a Deus.

É assim que Lúcifer estabeleceu o seu império. Na força, com brutalidade e violência, subjugando, matando, destruindo, oprimindo o fraco, fazendo sofrer o abatido, esmagando o que padece e não levando em consideração a vontade do ser humano.

Diferente do Reino de Jesus. A começar que o reino foi herdado. O Pai entregou ao Filho o Reino. Jesus não precisou fazer sofrer a ninguém, Ele é digno.

Há uma promessa que repousou sobre Judá e seus descendentes quando Jacó, antes de morrer, abençoou a todos os seus filhos. Disse o patriarca: “O cetro não se apartará de Judá... e de ti vira Siló...”.

Siló é a junção de duas palavras hebraicas e significa “aquele que tem direito de reinar”. Essa promessa se cumpriu numa estrebaria em Belém, quando nasceu o menino Jesus. Cumpriu-se as Escrituras que dizem “O povo que andava em trevas viu uma grande luz”.

E porque Jesus é digno de reinar? Só porque o Pai lhe entregou o reino? Absolutamente!!!

Jesus é digno porque fez o que nenhum outro rei seria capaz de fazer, ele entregou a própria vida pelos seus, isso se chama AMOR.

É isso que faz esse reino ser tão especial. Ditadores passam, a força acaba, a violência se dissipa, grilhões se rompem, cadeia se partem, só o amor fica. É por isso que seu reino não terá fim, porque o seu reino está alicerçado na arma mais forte que toda a criação jamais experimentou: O AMOR.

E esse amor é tão extraordinário que ele não se conteve a limites geográficos, étnicos, culturais, sócio-econômicos, de gênero, raça... todos, eu repito, todos foram convidados para esse reino de paz, alegria e gozo.

Esse reino substitui as vaidades por amizades, egoísmo por doação, competição por cooperação, vingança por perdão, ira por compreensão.

Nesse reino aprendemos que talvez não tenhamos a resposta para os sofrimentos dos homens, mas podemos sentar ao seu lado e chorar junto com eles.

Podemos não transformar o mundo, mas dá pra mudar o mundo dos vizinhos do prédio, dos colegas da escola, dos companheiros de trabalho, do marginal caído à beira do caminho, do idoso abandonado num asilo ou quem sabe da criança sozinha morando debaixo da ponte.

Que bom que esse reino não é um convite para manipular poderes, ou produzir quimeras, esse reino é tão somente o resgate da humanidade perdida no éden com o pecado, mas restaurada na pessoa de Jesus de Nazaré.

Nele, o verdadeiro Rei de toda a terra nós vemos Deus como ele é e o homem como deveria ser. Se nós crermos nisso, podemos mostrar aos homens que a igreja é uma “avant-premiére” do que a sociedade se tornará com O Rei Jesus assumir de fato o governo de toda terra.

Maranata é a minha oração. Ora vem senhor Jesus!!!

“...haverá um justo que domine, sobre os homens, no temor de Deus...”

Um comentário:

Anônimo disse...

Amém! Muito linda sua mensagem!

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