quinta-feira, 26 de maio de 2011

FORNICADOR EU, TÁ LOUCO ?



Vira e mexe converso com alguém sobre nossa nova posição em Cristo, sobre o cumprimento da Lei que tinha em Cristo sua finalidade e a graça liberada sobre todos os homens, mas não raro nessas conversas, encontro gente que interprete mal a graça e a entenda como uma concessão para a vida dissoluta. 

Se engana que pensa que a graça é permissiva. A graça é absurdamente radical e quem a entendeu se vê sob um padrão muito mais profundo e exigente que o da lei.

Como exemplo lembre-se que antes o adultério era apenas o ato consumado, Jesus aumentou o nível de exigência e trouxe a abrangência do adultério para dentro do coração, dizendo que só o cobiçar já era pecado.

Partindo dessa compreensão que quero enfrentar a questão da fornicação. Antes de mais nada, qual a origem dessa palavra.

Originada da palavra Fornice, ela indica uma prática comum na época do Apóstolo Paulo. Fornice era uma espécie de arco sob os quais ficavam as prostitutas romanas. O ato de ir ao Fornice praticar o ato sexual com a prostituta caracterizava a fornicação.

Dessa forma “fornicar” é praticar o que se faz no “fórnice” que era a relação com uma prostituta.

Apressa-se, no entanto, quem diria que fornicação é algo que não se relaciona com sexo antes do casamento. Fornicação caracteriza algo muito mais profundo que abarca também o sexo antes do casamento. Fornicar é praticar sexo FORA DO CASAMENTO, TANTO ANTES QUANTO DEPOIS.

O que precisamos entender é que a vontade de Deus é que o homem entenda, de uma vez por todas, que as relações humanas não podem acontecer na base da espoliação, uso, descartabilidade, egoísmo... nem se o outro concordar. Deus não aprova isso.

Quando Jesus resumiu a lei inteira no amor, muita gente pensou que seria mais fácil, tava liberado dede que as pessoas se amem, mas não, definitivamente não.

O amor, nos moldes Bíblicos “...não busca seus próprios interesses...” e é exatamente isso que acontece numa relação FORA DO CASAMENTO. Pessoas se usam, até com consentimento mútuo, mas ao fazerem isso, tratam como coisa descartável nada mais nada menos que a imagem de Deus.

Penso de maneira um pouco mais radical sobre sexualidade pois pra mim, até casais oficialmente casados, muitas vezes estão em pecado pois se o sexo é um jogo de interesses, manipulação, tirania, subjugação, desrespeito onde um se satisfaz “às expensas” do outro o pecado jaz à porta do mesmo jeito.

Há um sem número de maridos que vêem nas esposas um ser com vocação pra “garçon”, onde seus interesses egoístas é que importam e estes sendo saciados, considera-se que houve uma relação boa.

Minha crítica vai apenas ao modo como nós igreja, de uma maneira geral, tratamos as coisas pois vamos até à metade do caminho quando dizemos o que é ou não pecado e não mostramos que existe um interesse muito maior, princípios muito mais nobres envolvendo essa ou aquela proibição. Do contrário, Deus não seria amor e sim um déspota, tirano, sádico que nos deu instintos e hormônios para simplesmente nos proibir de usá-los.

Isso é o que o diabo quer nos fazer pensar, mas a proposta do evangelho é mostrar que “a vida” é muito mais do que “sexo”, e que casamento é uma opção de vida e na apenas de prazer. Crentes devem casar-se não pra transar, mas casar por amar e por desejar se unir àquela pessoa pra toda vida.

Uma pessoa não é um pedaço de carne, um par de seios, perna ou bunda, uma pessoa é o poema da criação de Deus e deve ser tratada SEMPRE como o que há de mais valioso no universo, afinal de contas, Jesus subiu à cruz por amar o homem.

É isso o que penso. O que passar daí é invenção e mentira!

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