sexta-feira, 30 de julho de 2010

Porque o Reino está dentro de NÓS...



Há alguns anos, nas para-olimpíadas de Seattle (USA), nove participantes, todos com deficiência mental, alinharam-se para a largada da corrida dos 100 metros rasos.

Ao sinal, todos partiram, não exatamente em disparada, mas com vontade de dar o melhor de si, terminar a corrida e ganhar.

Logo após a largada, um dos garotos tropeçou no asfalto, caiu e começou a chorar...

quinta-feira, 22 de julho de 2010

ESSA DOR DÓI EM VOCÊ ???

Fiquei perplexo quando vi nos jornais a notícia da morte do filho de 18 anos, da atriz Cissa Guimarães.

Não sou artista, nem muito menos amigo da família, mas sou ser humano e também sou pai. Meus olhos se encheram de lágrimas, a garganta embolou, não deu pra não chorar.

Tão jovem, tão cheio de vida, tão cedo... nessas horas a gente se pergunta por quê?

Eu não tenho resposta para essa pergunta, mas me solidarizo com a dor dessa mãe...

quinta-feira, 15 de julho de 2010

quarta-feira, 14 de julho de 2010

"... não vos chamareis uns aos outros mestres..."



Há um certo tempo que venho refletindo sobre estas palavras de Jesus.

Porque é que que Ele disse que entre nós (a comunidade de discípulos) não deveria ser assim? qual o problema de ser chamado ou chamar alguém de mestre?

Me intrigava essa passagem, também pelo fato de que Paulo alguns muitos anos depoisvai dizer que Deus deu uns para mestres e tudo mais..., enfim, era um dos pontos que eu não entendia.

Hoje tenho uma perspectiva desse texto e gostaria de propor uma interpretação. Não sei se é a mais adequada, porém pelo menos me fez sentido.

Jesus não está dizendo que não haveria entre nós mestres, o que está em questão ali era o relacionamento entre os discípulos.

Acho que o que Jesus está tentando fazê-los enxergar é que a base de seus relacionamentos não deve ser os títulos que possuem e sim o amor.

Não é que não haja mestres, Jesus não disse isso, antes afirmou que não seria essa a maneira como devemos nos relacionar uns com os outros.

Pessoas são mais, muito mais profundas do que os rótulos ou títulos conseguem descrever.

Pedro era muito mais do que um apóstolo, aliás, apóstolo era apenas uma atribuição contingencial, mas a pessoa Pedro era muito mais profunda e interessante e é com essa pessoa que os demais discípulos deveriam se relacionar.

Do contrário, as relações perderiam a espontaneidade e vigor.

Concordo com isso e porque acho que, no caso do "mestre" a coisa é ainda mais específica?

Para quem chama, acho que o perigo está numa suave e quase inofensiva irresponsabilidade que esse ato carrega.

Ao chamar alguém de mestre, estou assumindo a função referencial de aluno e assim, transferindo a responsabilidade do ensino para aquele que ocupa tal ofício.

É uma maneira sutil de me esquivar das terríveis responsabilidades a que o evangelho submete individualmente a cada um, pois na nova aliança, O Reino passou a estar dentro de nós.

O véu foi rasgado e todos nós temos livre acesso ao Pai pelo sangue de Jesus, o que nos torna indesculpáveis.

Ninguém poderá dizer que não sabia o que devia fazer pois afinal, o caminho estava aberto a todos.

Não é o que diz o texto "...mas vós tendes a unção que vem do Santo e não tendes necessidade que ninguém vos ensine..." ???

Já do lado de quem é chamado de mestre, o perigo está em 2 possibilidades.

1ª A altivez de se considerar o detentor da verdade, quando o evangelho não é um conjunto de doutrinas e sim uma proposta de vida baseada não num livro chamado bíblia, mas na pessoa de Jesus, a respeito do qual a Bíblia, sim claro, inspirada por Deus, vai testemunhar.

Se entendessemos isso, batistas, presbiterianos, metodistas, assembleianos, projetistas, calvinistas e arminianos conviveriam em muito maior harmonia e tenho certeza que o número de novas denominações seria consideravelmente menor. Afinal é o apego a uma razão o que divide.

2ª O controle de uns sobre os outros. Se eu sou o mestre e você é o aluno, eu digo o que fazer e você obedece, afinal de contas eu sei o que é o correto e você não.

Penso que Jesus está dando uma lição importantíssima para os discípulos.

Sim, entre vós haverá mestres, porém o serão sem que precisem ser chamados de mestres. Quem é, é e ponto final. Trata-se de uma vocação que sim, não necessita de um título para ser reconhecida pela comunidade dos discípulos.

A legitimação de uma vocação não está no título que é conferido mas na aprovação da comunidade de discípulos.

Assim, na comunidade dos discípulos ninguém "se faz" nada e sim é feito, não por sua própira força, ou por intimidação ou manipulação, mas pela vocação que vem de Deus e é reconhecida pela comunidade.

Então, sugiro que entre nós devemos ser apenas nós, buscar o relacionamento puro, sincero e simples, reconhecendo que títulos e vocação, nem sempre, andam juntos.

Pensar, pensar, pensar...
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